
A última visita do Si Fu foi bastante importante para mim. Isto se dá por diversos motivos: saudade, pautas que tratamos, reunião da família para recebê-lo.Tudo isso, por si só, já é o bastante para desenvolver diversas reflexões. Embora refletir seja um grande prazer para mim, nosso último encontro trouxe bem mais do que eu poderia esperar.

Sobre esperar, fez-me inclusive questionar seu uso.O problema da espera é a imobilidade. Aguardar uma ação externa traz este risco; é quase a desculpa perfeita para não se fazer, aliás, responsabiliza-se outrem pela inação ou qualquer tipo de falha; a esta espera, dou o nome de espera passiva.Uma solução encontrada para esse problema chama-se proatividade. Contudo, há problemas. “Pró” quer dizer à frente, vejo nesta ideia os fundamentos da precipitação.Por isso, prefiro outra solução, a reatividade, esta eu nomeio de espera ativa.

Veja, reagir é impossível sem considerar o cenário ou qualquer nível, no melhor sentido da palavra, de provocação.Com este espírito, espero ansiosamente a próxima vinda do Si Fu, ou minha ida para lá. E sei que para que isso faça sentido, é necessário fazer com que toda a experiência vivida gere frutos. Somente assim, nós conseguiremos caminhar novos passos, em vez de ter que trabalhar sempre as pmesmas situações.