
Um olhar atento é aquele preocupado em perceber todas as nuances do objeto observado. Munido deste princípio, o observador será capaz de notar muito mais do que uma simples imagem, como no caso de uma foto, por exemplo. Isso por si só retira a importância de se perceber como bonito ou não. O olhar vagueia por caminhos bem mais profundos e eventualmente relevantes. Ou seja, ir além do aspecto narcísico, por assim dizer, é imergir no que chamamos de Kung Fu.
Este paralelo também é feito sobre a observância da relação do Sistema Ving Tsun com o Kung Fu. Lembrando que o sistema é um meio, não um fim, quando se deseja aprender o Kung Fu. Talvez, para ficar mais claro, eu precise afirmar que, em minha opinião, o especialista no Sistema Ving Tsun é um técnico, não um mestre.

No limite do paralelo entre o que foi escrito, percebo a vaidade. Parece-me óbvio no caso da observância apenas de si em uma foto. No outro trecho, considerando não ser tão claro, eu explico: A pessoa que se dedica muito ao sistema pode evoluir muito no exercício dele; isso traz algum traço pessoal. Contudo, o Kung Fu é o traço pessoal do outro, por isso, é possível ensinar a outra pessoa a maneira de executar uma técnica, não é o mesmo no caso do Kung Fu.
Assim, quando meu Si Fu pergunta o que gostaríamos de ser, entre um transmissor do sistema, de Kung Fu e Mestre Zen, a resposta adequada estava, como sempre, no meio.

Já me orgulhei de também ser capaz de olhar para além de mim, no caso da foto, ou meu preparo como Si Fu buscando a transmissão do que vai além do sistema. Mas há outro ponto crítico de vaidade.
Preparar-se para transmitir um sistema é pouco; para desenvolver Kung Fu, é preciso ir além. Então, por que será que quando Si Fu fez esta afirmação, eu intuí que gostaria de ir além?