Vaidade


O caminho da Mestria

Um olhar atento é aquele preocupado em perceber todas as nuances do objeto observado. Munido deste princípio, o observador será capaz de notar muito mais do que uma simples imagem, como no caso de uma foto, por exemplo. Isso por si só retira a importância de se perceber como bonito ou não. O olhar vagueia por caminhos bem mais profundos e eventualmente relevantes. Ou seja, ir além do aspecto narcísico, por assim dizer, é imergir no que chamamos de Kung Fu.

Este paralelo também é feito sobre a observância da relação do Sistema Ving Tsun com o Kung Fu. Lembrando que o sistema é um meio, não um fim, quando se deseja aprender o Kung Fu. Talvez, para ficar mais claro, eu precise afirmar que, em minha opinião, o especialista no Sistema Ving Tsun é um técnico, não um mestre.

Nonagésimo Oitavo ato cerimônia da família Moy Jo Lei Ou.

No limite do paralelo entre o que foi escrito, percebo a vaidade. Parece-me óbvio no caso da observância apenas de si em uma foto. No outro trecho, considerando não ser tão claro, eu explico: A pessoa que se dedica muito ao sistema pode evoluir muito no exercício dele; isso traz algum traço pessoal. Contudo, o Kung Fu é o traço pessoal do outro, por isso, é possível ensinar a outra pessoa a maneira de executar uma técnica, não é o mesmo no caso do Kung Fu.

Assim, quando meu Si Fu pergunta o que gostaríamos de ser, entre um transmissor do sistema, de Kung Fu e Mestre Zen, a resposta adequada estava, como sempre, no meio.

Pós e Pré eventos.

Já me orgulhei de também ser capaz de olhar para além de mim, no caso da foto, ou meu preparo como Si Fu buscando a transmissão do que vai além do sistema. Mas há outro ponto crítico de vaidade.

Preparar-se para transmitir um sistema é pouco; para desenvolver Kung Fu, é preciso ir além. Então, por que será que quando Si Fu fez esta afirmação, eu intuí que gostaria de ir além?

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