Agressividade

Momento Programado de Acesso do Nível Superior Final. Com Mestre Senior Julio Camacho

Todos os locais ou momentos são propícios para o desenvolvimento do Kung Fu.

Assim sendo, desde o início dos Encontros Temáticos Remotos, tenho a oportunidade de desenvolver com Si Fu minha marcialidade através de uma tela.

O curioso é que, a rigor, independente do cenário, há algo em comum.

“ O que há em comum,” é difícil definir ou indicar. Mas, aos olhares mais atentos, sempre lá estará.

Reunião das lideranças do Clã Moy Jo Lei Ou. Com Mestre Senior Julio Camacho

Creio que um bom indício deste “algo em comum,” seja o preparo.

O preparo diz respeito desde o traje a ser vestido, ao tom de voz usado em conversas.

Sinais sutis do quanto que o indivíduo está pronto para ali estar.

Estes encontros on line foram particularmente desafiadores pra mim.

Sobretudo no período de isolamento social mais rigoroso, meus encontros com Si Fu aconteciam da minha casa.

Por isso, não era raro eu começar a me preparar dez minutos, ou menos, antes da hora combinada.

O problema em questão não é o tempo que levo pra me preparar, mas sim como me apresento.

Normalmente estava descabelado, com a voz rouca e como consequência natural, desatento.

Digo consequência natural, pois hoje vejo que é raro se estar pronto para um compromisso, seja qual for, com o nível de preparo que eu me exigia.

Último Encontro da série “Desvendando o Biu Je”. Com Mestre Senio Júlio Camacho.

Vendo minha postura, Si Fu, de imediatamente tratava de me orientar com o que eu chamo de etiqueta marcial.

Em diversas ocasiões, tratamos desta etiqueta com eufemismos, como uma maneira de amainar o conteúdo tratado. De forma a deixá-lo palatável.

Contudo, a agressividade expressa muitas vezes no tom de voz e na atitude do Si Fu não é, a meu ver, de forma alguma um conteúdo que precise ser tratado com poucos dedos.

Ela é na verdade um caminho mais ligeiro e contundente de imersão na chamada “dimensão Kung Fu”.

Dimensão esta onde o praticante se despe de todas as máscaras e status sociais e se vê como em sua essência. Um ser humano.

Ou seja, ela é igual a todos.

Eu, que por diversas vezes pude imergir nesta dimensão tive hoje uma outra abordagem dela própria.

E se, em vez de acessar a agressividade sempre da mesma maneira, direta e brutal, eu pudesse acessá-la de forma leve e imperceptível?

Pois, como exposto no exemplo acima, o que me faltou foi preparo. Sendo assim, com ele certamente serei capaz de me expor a situações sem risco, ou com menor, de errar.

Será que o preparo é sinônimo de marcialidade?

Se assim for, quem sabe, a marcialidade seja a agressividade direcionada da melhor maneira.



Atualização

Despedida dos líderes do Clã Moy Jo Lei Ou. Mestre Senior Julio Camacho e Senhora Márcia Camacho.

Qualquer situação que foge do padrão, ainda que planejada, tende a trazer desconforto.

O que fazemos a partir deste desconforto, é o que identifica o quão maduro estamos, ou não.

Saber separar o que nos desconforta do que é preciso ser feito é crucial na para o desenvolvimento humano.

Com Mestre Senior Julio Camacho. Estudo especial de Chi Sau

Há anos vejo Si Fu se reinventar. Esta reinvenção é tão comum que me parece que virou algo natural.

E, naturalmente, esta habilidade vai contagiando outras pessoas.

Lembro de minha primeira viagem internacional, na época, eu achava que não conseguiria viajar com Si Fu nem mesmo pelo Brasil.

Mas, pela dinâmica da família Kung Fu, e inspiração que vinha do Si Fu, um ano depois estava abordo de um avião me dirigindo para Angola. Por cinco meses,morei naquele país.

Estudo Especial sobre o Baat Jaam Do

Repito, separar o que nos desconforta do que é preciso ser feito, é crucial para o desenvolvimento.

Por isso, o Kung Fu é tão caro. Lidar com o que é desconfortável é nossa principal tarefa.

Aliás, o próprio sistema nos ensina a separar, a cortar laços.

Quais laços cortar é particular. Mas posso afirmar algo, apesar de todos os cortes e mudanças de paradigma, a história tende a se repetir.

Percepções

Finalização da série de encontros sobre a primeira trilogia do Sistema Ving Tsun. Com Mestre Senior Julio Camacho

Ao longo dos anos, obtive uma série de saberes e reflexões com meu Si Fu.

Quase que inconscientemente, busquei eleger o mais importante. Aquele que iria nortear meu Kung Fu por toda minha Jornada.

Uma espécie de ponto de referência, ou norte para onde eu pudesse me direcionar sempre que estivesse perdido.

Montagem do Núcleo Barra/ Downtown, orientado por Mestre Senior Julio Camacho

Como os saberes foram diversos, em cada momento tentava direcionar minha vivências para o tema “eleito”.

É claro que com Kung Fu, é possível adequar qualquer cenário ao saber em questão.

Por exemplo, posso falar de como usar a guarda ao pegar o transporte, ao lidar com a saúde ou tecnicamente.

Mas, da forma como fiz em alguns momentos eu acabava deixando minha vontade imperar ao cenário que vivia.

Deixando pouco espaço para viver o momento, eu forçava as circunstâncias para o que eu achava que era bom.

Assim, acreditava que pra ter mais dinheiro, disposição, “sucesso” ou qualquer outra coisa, eu precisava impor uma ação.

O fato é que desta maneira, eu me desgasto e quase sempre obtenho pouco resultado.

Última atividade de Mestre Senior Julio Camacho, no Nucleoo Barra/ Downtown

Hoje, em nosso último encontro do curso “desvendando” percebi o seguinte:

Todas as listagens possuem um maneira de se executar.

Por isto, mais importante que intencionar entender a maneira certa, é executar a listagem.

Sendo honesto, no fim, a sequência se faz por sua execução, e acessamos sua natureza de maneira plena.

Certamente, isto não vale apenas para a execução de movimentos.

O Coração Búdico e o Caminho de um Artista Marcial

Dignatários do Sistema Ving Tsun em visita ao Monastério Siu Lam.

O Monastério Siu Lam é um local marcado por uma extraordinária diversidade cultural e filosófica. Com isso, quero dizer que seus limites abrigavam uma variedade de práticas, algumas típicas de um monastério, outras nem tanto. Além das práticas espirituais comuns a esses ambientes, no caso de Siu Lam, havia espaço para ateus, diferentes correntes filosóficas, e até mesmo a presença de mulheres. Foi nessa rica mistura cultural que surgiu o que hoje conhecemos como o Sistema Ving Tsun.

Portanto, é perfeitamente possível praticar este sistema de maneira semelhante à vivência no monastério, sem a necessidade de um vínculo rígido com qualquer vertente específica. O essencial é a convivência pacífica e o aprendizado mútuo.

Por isso, vemos na maioria dos Mo Gun referências a diversas culturas e acesso a uma ampla gama de saberes. Acredita-se que, assim, o praticante terá melhores condições de trilhar seu próprio caminho e se aprofundar nos conhecimentos que mais lhe interessam. Para além disto, há a cultura da família Kung Fu ao qual o praticante está vinculado; como não existe um caminho único a seguir, parece mais eficaz explorar todos os preceitos individuais, permitindo que o praticante construa uma visão clara e sólida sobre o sistema, e, como não há só a referência do sistema, valer-se da experiencia e aprendizado com seu próprio Si Fu, são as bases fundamentais para a constução de si mesmo, como um artista marcial.

Primeira Visita dos Líderes da Família Moy Jo Lei Ou ao Núcleo Barra da Tijuca/Downtown

Determinados ensinamentos do Budismo abordam a incompatibilidade do ser humano com certos aspectos da vida, um dos quais é o sofrimento. Em meu entendimento, o Budismo vê o nascimento como o início tanto das maravilhas quanto da perdição humana.

De acordo com essa visão, o “bebê vermelho,” ou seja, o recém-nascido, chega ao mundo trazendo consigo a pureza de simplesmente viver pelo ato de viver, sem qualquer conhecimento ou orientação prévia. No entanto, no exato momento em que percebe a mudança de ambiente — ao sair do útero para o mundo exterior — ele começa a sentir sensações novas e desconfortáveis, e então, sofre.

A partir desse momento, inicia-se o processo de “folhagem” (Ming Sam) sobre o que havia de mais puro em si. Ao longo da vida, essa pureza original se distancia cada vez mais, resultando em uma separação do estado original de pureza, conhecido como Pung Sam, ou “coração puro.”

Parece-me que meu Si Fu possui uma estrutura bastante eficaz no que diz respeito ao retorno dos praticantes a sua essência. Com seu cuidado com as palavraas, Si Fu sempre busca dizer o que precisa da forma mais adequada para isso, refiro-me ao uso específico das palavras e seu desdobramento subjetivo. Por exemplo, ele diz que uma pessoa que pratica um sistema marcial não é um artista marcial, mas sim, um praticante de um sistema. Para se elevar ao quadro de artista marcial, tal praticante precisa entender como expressar o saber comum a todos de sua própria maneira. Desta forma, espero concluir o texto.

Despedida de Mestre Senior Julio Camacho e Senhora Márcia Moura Camacho.

A palavra “Desenvolver” vem do verbo latino “disvolvere,” que é composto por duas partes:

“Envolver”: Deriva do verbo latino “involvere,” que significa “enrolar” ou “envolver”. Involvere vem de “volvere,” que significa “girar” ou “enrolar”.

“Des-“: Um prefixo de origem latina que indica separação, negação ou reversão de uma ação. Em alguns contextos, ele pode sugerir a ideia de desfazer ou remover um estado anterior.

Assim, exponho minha expressão marcial. Mais do que aprender, acredito que o processo de crescimento pessoal envolve “desenvolver-se” — no sentido etimológico de desfazer-se de tudo que nos prende à vaidade, ao medo, à arrogância. Em última análise, o verdadeiro desenvolvimento é o retorno à essência, ao coração puro (Pung Sam), que é o objetivo final de toda prática marcial. Isso, para mim, é o que significa desenvolver-se, uma visão moldada tanto pela cultura em que estou envolvido quanto pela experiência compartilhada com meu Si Fu.

Tudo é Kung Fu

Com Mestre Senior Júlio Camacho. Escola de comunicação

Por diversas vezes, ouvi meu Si Fu dizer que a essência do Kung Fu é se aproveitar das situações.

Sendo assim, a maneira como você usa o que está sendo ofertado é o que vai definir se a situação foi positiva ou não.

Então, a situação em si, jamais afeta um artista marcial.

Mestre Senior Julio Camacho. Escola de Educação Física

Por isso, o estudioso do Kung Fu fala sobre qualquer coisa, mesmo sobre os assuntos que desconhece, com segurança.

Ou, em um embate técnico, rapidamente transforma a situação adversa em favorável, sem se afetar.

Entendo que isto aconteça por uma razão muito simples, a manutenção do Desejo.

Nossa vontade jamais deve se sobrepor ao todo.

Pois, como é óbvio, o todo é muito maior do que os desejos individuais.

Assim, o praticante tem apenas uma sútil intenção.

É isto que faz a pessoa se envolver naquele meio.

Mestre Senior Julio Camacho. Em uma conversa informal

Ontem, tive a oportunidade de ver estas perspectivas mais uma vez com Si Fu.

Em uma conversa informal, Si Fu tratou de vários temas.

Mas, em minha opinião, a ligeira intenção que conduziu Si Fu até aquele encontro era o Kung Fu.

E mais, ele usou seu Kung Fu para que sua ligeira intenção contagiasse a todos.

Apenas se aproveitando das perguntas, Si Fu pode falar abertamente sobre seu tema.

Esta atitude resultou em um efeito fantástico, já que, os próprios entrevistadores o provocaram a falar mais sobre o Kung Fu, a despeito de também ser Publicitário e Psicólogo.

Por fim, os entrevistadores aderiram ao processo de maneira espontânea, e o Kung Fu foi a tônica do evento.

Por fim, entendo que a partir da adesão de todos, Si Fu, com sua intenção fraca, se incorporou ao todo.

Para mim, este é o segredo das artes marciais.

Relação Discipular

Com Mestre Senior Julio Camacho, Antiga Unidade Méier

Algo marcante em mim quando iniciei a pratica, era a minha timidez.

Falar com desconhecidos, ou sustentar o olhar em qualquer conversa era um desafio em tanto.

Além disso, eu tinha dificuldade em colocar minha voz. Ou falava embolado ou muito baixo.

A Journey of Ving Tsun Life: Outubro 2013
. Cerimonia Tradicional, apresentando Waldyr Lima

Logo notei, que olhar nos olhos e empostar a voz tem relação direta com a guarda.

A guarda a que me refiro é, um recurso técnico que possa me auxiliar, como o Jong Sau, ou escrever o que vou falar.

Utilizado qualquer destas duas técnicas, construo uma linha de raciocínio que desenvolve ou desenrola minha voz.

Contudo, o grande barato da técnica é fazer uso dela quando preciso e ignorá-la quando não há mais uso, mas sim uma relação de dependência.

Por isso, o Kung Fu é tão relevante para a vida.

Pois, é no desenrolar da pratica que fazemos contato com a nossas dificuldades. Através do contato com estas dificuldades que nos tornamos seres humanos maduros, independentes.

André Guerra – Tradere
Com Mestre Senior Julio Camacho. Antigo Centro de Transmissão na Barra da Tijuca, uso das facas.

Sobre o que chamei de maturidade, entendo que é um processo sem fim. Desta mesma maneira, os desafios passados nos preparam para os vindouros.

Não necessariamente por terem sido “superados”. Mas por estarmos em contato constante com eles.

Desta forma, mesmo que eu me sinta mais confortável em olhar nos olhos ou falar em público, sei que há o que refinar.

Isto me lembra bastante a dinâmica do Baat Jaam Do, já que seu uso exige conhecimento profundo dos domínios anteriores.

E, apesar desta exigência, o último domínio do sistema nos propõe que, mais que saber do que já foi vivido, é importante ” aplicar” este aprendizado em cenários diferentes.

Para mim, isto explica a deferência que tenho por Si Fu.

Pois é ele quem me ajuda a trilhar um caminho de maturidade e independência, por mais duro, imagino que para ambos, possa ser.

Não é o mesmo

Vida Kung Fu com meus irmãos Claudio Teixeira e Carmen Maris. Retornando ao Início

Há tempos, ouço meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho, dizer que jamais cruzamos o mesmo rio duas vezes.

Claro, nem o rio, nem a pessoa são os mesmos.

Como esta frase, já ouvi diversas outras que fazem sentido de imediato, ao menos cognitivamente.

Corporalmente, ou seja, quando não é possível explicar, apenas viver, boa parte das vezes levo anos para perceber.

Eis um dos motivos da relação vitalícia. Tempo é fundamental.

Homenagem a Meu Irmão Kung Fu, Mestre Thiago Pereira

Em 2008, descobri que passaria um ano servindo a Marinha do Brasil por conta do Alistamento Militar Obrigatório.

Por isso, alguns irmãos Kung Fu me orientaram a procurar meu Si Fu para falar deste momento.

Não sabia exatamente como fazer, mas segui a sugestão de meus irmãos mais velhos.

Convidei Si Fu para tomar café no posto que sempre íamos. Por não ter me preparado adequadamente, nosso encontro teve uma serie de erros bobos.

Digo bobos, pois certamente se tivesse me dedicado ao encontro com Si Fu e não a seguir meus Si Hing, não tenho dúvidas que teria aproveitado bem mais.

Primeira pratica na Sede da Família Moy Jo Lei Ou. Com Carmen Maris

Hoje, percebo que muitos momentos relevantes na minha vida estão relacionados a momentos oportunos. Portanto, não agendados.

Neste sentido, o aprendizado sobre qualquer coisa vem no momento certo. Eu apenas tive a boa sorte de estar naquele cenário.

Desta maneira, no Yam Chá que tivemos mais cedo, tive a sensação de estar próximo a meu Si Fu, a despeito de ele estar em outro país.

Pois, ao contrário da primeira vez que o convidei para tomar café, nossos corações estão conectados.

Já tive a oportunidade de montar e desmontar diversos Mo Gun com meu Si Fu, em todos eles, Si Fu estava presente fisicamente.

Como das outras vezes, esta é uma outra oportunidade. Não faz mal, também não sou a mesma pessoa.

A Guarda

Patriarca Moy Yat. Siu Nim Tau

Uma pequena ideia é crucial para o inicio de qualquer coisa. Assim, creio eu, iniciam as grandes empresas.

Existe uma outra forma de entendimento. Por exemplo, pode ter como efeito a proposta de interferir o mínio possível.

Neste sentido, fazemos apenas o que é fundamental.

Mestre Senior Julio Camacho. Ampliando o alcance

Após o primeiro passo, que é entender como trabalhar apenas o fundamental, ou, como dito, ter uma pequena ideia “do” “ou” sobre o que esta sendo exposto.

O próximo passo é entender como direcionar este saber ou intenção, justamente por ser mínimo, para o ponto mais adequado.

Este ponto, logo se percebe, só tem um caminho. E está para além do que o corpo e a vontade podem alcançar.

Patriarca Moy Yat, das oito partes, a seguinte.

Para o fim, Iniciamos do começo. E não há redundância na frase.

Acontece que, para se esconder um segredo, ele é imediatamente mostrado.

Resguarda-se assim, o “segredo.” Creio que isto se deva ao fato de, sendo ele apresentado de cara, ainda sem saber, o iniciante pratica desde sempre.

Portanto, não há segredo. Há apenas prática.

Cada dia entendo um pouco mais sobre o que Si Fu se refere por Guarda.

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Zelo

Patriarca Moy Yat e Mestre Senior Julio Camacho

Caso existisse uma régua para medir o Kung Fu, que régua seria essa?

Qual seu padrão de medida, protocolo de uso e maneira de ler?

Caso pudéssemos entender o Kung Fu através de uma palavra, que palavra seria essa?

Mestre Senior Julio Camacho e seu discípulo, Kung Fu Rodrigo Moreira

A pratica marcial possui diversos aspectos. Cada praticante, elege o que faz mais sentido para si.

Contudo, em alto nível, todo artista marcial possui algo em comum.

Em uma luta, é crucial estar atento ao adversário. A ponto de fazer somente o que é necessário.

A atenção nos dará a leitura adequada do cenário.

A partir desta leitura manifestamos o cuidado. Que pode ser uma manifestação delicada da ação, e/ou indicação de que algum perigo.

Portanto, o golpe é manifestado de maneira delicada, mas indica perigo. Afinal, falamos de uma arte marcial.

Com Mestre Senior Julio Camacho

Por isso, um bom indício de alto nível de Kung Fu, é a capacidade de avaliar o cenário. Estar atento, e, a partir desta avaliação, atuar com cuidado.

Se fazemos somente com atenção, isto vale para qualquer coisa, somos apenas observadores, se fazemos apenas com cuidado, somos apaixonados.

Por isso, entendo que ao fazer com Kung Fu fazemos com zelo, se fazemos com zelo, manifestamos o Kung Fu.

Boneco

Mestre Senior Julio Camacho demonstra a listagem do Muk Yam Jong

A dança não é considerada uma expressão artística por acaso. É preciso entender e saber manejar o corpo.

Claro, este é apenas o primeiro passo. O momento seguinte e manter a consciência corporal e sincronizar com o parceiro.

Se este parceiro é menos habilidoso não há problema. Basta que um deles saiba o que esta fazendo e o movimento toma vida.

Mestre Senior Julio Camacho e meus irmãos Kung Fu Flavio Jesus, André Guerra e Leonardo Reis

Creio que algo parecido acontece no Sistema Ving Tsun. Parecido, não igual.

Digo isto pois a habilidade em si, apesar de ser passível de consideração, não é o mais importante.

Usamos o sistema para desenvolver a habilidade de fazer bem qualquer coisa. Isto chamamos de Kung Fu.

Esta pratica, se desenvolve apenas através do trabalho duro.

Há todo momento, temos contato com pessoas mais e menos habilidosas. Mas em certo ponto, ao trabalhar com o boneco de madeira, Muk Yam Jong, nos deparamos com um desafio no mínimo curioso.

O boneco é só um boneco. Ou quem sabe, um grande mestre.

Meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho abre o sistema para meu irmão Kung Fu, Rafael Pombo

Em outras palavras, o boneco é um espelho. Portanto, este aparelho assume a personalidade, melhor dizendo, o Kung Fu de seu operador.

Como eu disse, Ving Tsun e dança se confundem em alguns aspectos.

Digo isto pois já vi dançarino dançar sem par, jamais sem música.

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