Jong Sau

Definir Kung Fu, em geral, não é fácil. Sei disso pois algumas vezes cai na armadilha de tentar.

Por mais que meus ouvintes expressassem reações afirmativas sobre o que eu dizia, não estava seguro do quanto havia sido eficaz sobre o que eu transmitia

Por isso, decidi não mais explicar. Sempre que havia algum questionamento, eu sugeria que a pessoa fosse ao Mo Gun.

O que aconteceu é que rapidamente percebi que o Kung Fu é pessoal, por isso, precisa ser vivido individualmente.

Para as pessoas que seguiam minha sugestão, eu me sentia a vontade de falar do Kung Fu, já que havia ali uma experiência prévia, vivida e sobretudo pessoal.

Reposição, segundo Mestre Sênior Julio Camacho

Neste segundo momento, falava com tranquilidade por algumas razões. A principal delas é que em vez de falar do Kung Fu, a busca era compartilhar minha própria experiência com meu Si Fu. Saia da condição do detentor de um saber ou professor.

Com o compartilhamento, me permitia também ouvir do outro suas próprias reflexões, enriquecendo minha própria experiência.

No Fim, o conteúdo transmitido por Si Fu, para pessoas diferentes, ganhava entendimentos diferentes.

O que é ótimo, já que indica que dos discípulos, não há o que sabe tudo. E, como sabemos que há entendimentos diferentes, somos naturalmente convidados a nos apoiar.

Demonstração do Biu Je

De fato, na própria dinâmica das sequências, nota-se o apoio dos movimentos. Fazendo com que se complementem.

Creio que há um certo nível de aorendizado no meu Kung Fu, este nível solicita quase que constantemente que tão logo eu viva os próximos desafios.

Si Fu certa vez disse: “Ving Tsun é Tão bom, mas tão bom, que serve até para lutar.”

Portanto, em meu entendimento, há uma camada anterior a ser desenvolvida. Esta camada é a extensão para conduta.

Ou seja, o físico, socos e chutes, são apenas um caminho para o que de fato importa.

E o que importa é a guarda. Não falo de Jong Sau, apesar de passar por ele. Falo de estado de guarda.

Conexão

Mestre Senior Julio Camacho, Aula Master da Trilogia Fundamental

Contato, é um dos aspectos fundamentais do desenvolvimento marcial. Seja pela pressão, seja por medo, ou qualquer aspecto particular que iniba a intenção de conexão, é importantíssimo desenvolver esta habilidade.

A conexão entre os punhos aproximam o coração. Por isso, havendo a necessidade de golpear é preciso golpear, não havendo não é necessário. Apenas, para no nível mais profundo, desenvolver a humanidade.

Sim, através de socos e pontapés é possível se tornar mais humano, basta não se preocupar em chutar ou socar. Apenas utilizar estes instrumentos como uma ponte, ponte esta que nos encaminha para a o desenvolvimento da humanidade.

Pernas favorecem o deslocar das mãos,

Tudo o que desenvolvemos através da prática, parece direcionar para um ponto. A medida que há avanço sistêmico, para uma área, e, por fim, todo o corpo. Creio que é isto que Patriarca Moy Yat quis dizer quando mencionou, “Eu sou a linha central”

Sendo o corpo a referência, a lógica nos leva a crer que todo o desenvolvimento é a partir dele. Sabe-se que não é preciso estar no último nível para chegar a esta conclusão.

E, quanto antes percebamos que todo gesto executado, pode ou não conter marcialidade, tão logo, encaminharemos esta experiência para os desafios do dia a dia.

Hoje, em nossa aula master, por alguns momentos Si Fu se ausentou. Independente da razão, esta atitude me chama a atenção. Não o fato dele sair, mas sim, sua consequência.

Aula Master com Mestre Senior Julio Camacho

Tão logo ele comunicou sua saída, minha mão tomou o Celular. Não havia nada ali, além de puro e simples hábito. Fui tão máquina, quando o aparelho que estava portando. Estava eu portando ou sendo eu portado?

A falta de Marcialidade no gesto fez com que perdesse a conexão com meus companheiros para conectar com o vazio, já que não havia nada no telefone. Por alguns segundos, antes de perceber meu gesto, deixei de ser humano.

Sei que Si Fu deixa alguns vazios propositais, na perspectiva de preenchimento por nossa parte. Hoje, pude preencher, ao perceber minha atitude mecânica e fora de contexto, um vazio recorrente em mim.

Enfoque

Aula Master com Mestre Senior Julio Camacho.

Às quintas feiras, temos a aula Master com nosso Si Fu.Sempre é um aprendizado riquíssimo, já que, por mais que tenhamos uma rotina, pequenos detalhes mudam.

Afinal, montanhas são grandes pedras, jamais vi ninguém tropeçar nelas, não digo o mesmo para as pequenas pedras.

Todo detalhe está repleto de potencial, basta ao estrategista optar por usá-lo ou não. O que não pode acontecer é, mesmo que por um pequeno período, deixar de considerá-lo.

Continuação da Aula Master

Não é raro Si Fu cobrar de nós o que chama de atitude marcial,em meu entender, o que ele quer dizer é transpor todo o aprendizado adquirido através dos dispositivos para o dia a dia.

Então, não é difícil perceber que ao praticar, por exemplo, é preciso espaço.

Curiosamente, as vezes deixo de notar esta necessidade, e sou pego pela minha falta de preparo. Por vezes, ficando torto na tela, por vezes, sem espaço.

Tecnicamente, apesar de sempre haver o que refinar, não considero que tenha qualquer problema grave nas minhas listagens, mas, como dito acima, tenho problemas no Kung Fu.

Perceber as possíveis incoerências é fundamental para o desenvolvimento. Mas, a atualização constante, é o que eu chamo de o ponto máximo de todo artista marcial.

Aula Master conduzida por Mestre Thiago Pereira

Hoje, Si Fu não pode participar da prática, já que está viajando para o Brasil. Habituados como estamos aos pequenos detalhes, meu Si Hing, Thiago Pereira, decidiu assumir seu lugar. De forma que o estudo transcorreu muito bem, como tem sido. Bem de tal forma a, inclusive, inspirar minha escrita.

Já que outra pessoa além de mim conduziu a prática, puder notar uma lógica tão diferente, oriunda da mesma fonte.

Sabemos que não há um protocolo que indique a maneira correta de transmissão. Contudo, estar com o coração alinhado, é crucial para representar outra pessoa.

o que vi, foi o que julguei tão diferente, e, ao mesmo tempo, alinhado. Acostumado como estou aos processos de transmissão, o que fiz foi apreciar o máximo possível, para incluir, a partir da minha capacidade, em meu Kung Fu.

Sem perder, é claro, minha busca pessoal. Para mim, de todos os saberes que se possa acessar, nenhum e tão construtivo do que o de seu próprio Si Fu.

Por isso, atualizar sim, atravéz da experiência de outro. Mas, essa é minha busca, com o cuidado de incluir, não substituir. Eu sei qual é minha linha central.

Marcialidade

Encontro com Mestre Sênior Julio Camacho.

Há quase dois anos, é através de telas que a maioria de nós tem contato com Si Fu. É claro que há algumas restrições, mas, objetivamente falando, quase não há prejuízos. E ao que poderia ser considerado prejuízo, é atribuída uma perspectiva de aproveitamento.

Estando atento, rapidamente qualquer praticante, independente do nível, consegue perceber: a Marcialidade pode estar presente em cada detalhe.

Coleção Fundamentos do Kung Fu

Por isso, entendo que a raiz do desenvolvimento da Marcialidade seja estar atento, para então, se aproveitar do cenário.

Foi justamente a partir da perspectiva de aproveitamento, que surgiu a coleção Fundamentos do Kung Fu, cujo o lançamento do primeiro livro ocorreu no último domingo, não à toa, seu título é Marcialidade.

Curiosamente, não é raro encontrar este termo em meus textos, dado seu significado para mim.

Ocorre que quando Si Fu estava no Brasil, e nosso contato era mais próximo, geograficamente falando, além de viver a Marcialidade, eu o via falar dela com uma frequência maior.

Talvez, não dá Marcialidade propriamente dito,mas da perspectiva marcial. Mas, por estar tão atento a este aspecto, para mim, todos os discursos do Si Fu tratavam disto como base.

Contudo, Tal qual o cenário, o próprio Si Fu mudou, já que todos estamos mudando constantemente. Por isso, estou felicíssimo em poder mais uma vez, sendo ele e eu pessoas diferentes, ouvir o que pensa sobre Marcialidade.

Lançamento da Coleção Fundamentos do Kung Fu. Com Mestre Senior Ricardo Queiroz e Mestra Sênior Ursula Lima

Há um dado a mais, esta coleção é escrita por três maõs. Além do Si Fu, meus queridos Si Suk Ricardo Queiroz e Ursula Lima, compartilham conosco suas próprias visões.

Ou seja, além de poder atualizar meu entendimento sobre a Marcialidade da minha família, através da apresentação de meu Si Fu, terei a oportunidade de acessar a perspectiva de outros dois grandes Mestres.

Tendo por fim, mais uma vez, a oportunidade de refinar meu próprio discurso.

Certamente, Si Fu inspira muitas pessoas, estando próximas ou distantes. Sem dúvida, este livro fará com que sua voz chegue mais longe. Com o apoio mútuo entre estes três grandes mestres, tenho certeza, a humanidade só tem a ganhar.

Tensão

Símbolo que exemplifica a analogia entre os opostos.

Algumas vezes, ouvi Si Fu sugerindo cautela ao buscar qualquer saber da cultura chinesa.

Entendo que sua preocupação era sobre o que vou chamar de “chinesismos”. Ou seja, floreios performáticos que ofuscam a essência, portanto, o saber propriamente dito.

Sabendo disto, minha principal busca sempre foi entender a melhor maneira de vivenciar qualquer conhecimento, bem mais que adquirí-lo, já que a posse pela posse, para mim, é apenas metade do processo.

Aspecto Lúdico da Marcialidade

Jamais precisei quebrar nada para mostrar meu Kung Fu. Honestamente, jamais precisei demostrá-lo a alguém. Mas sinto, que quando precisei usar de alguma forma ele estava lá.

No fundo, minha principal atividade sempre foi, em vez da destruição, a reconstrução. Recolher os pedaços, e dali montar um novo homem, sem chances de obter peças novas, apenas usar o que se tem, isso sim, é meu Kung Fu.

Tenho a sensação de que Si Fu jamais deixou de me propor a, por vezes duríssima, experiência marcial.

Entre lágrimas e fugas, sensação de ódio e medo, me destruí por completo, apenas pela oportunidade de ter que me reconstruir, e então finalmente florescer.

O que é que eu poderia dizer do meu próprio nome? Aquele que um dia me foi dado, para no fim ser apropriado.

Aula Master com Mestre Sênior Júlio Camacho

A tensão sempre me acompanhou, houve um tempo em que já não me incomodava, eu só vivia.

Ai vieram os choques. Estava onde eu queria estar,mas não mais estava onde, como, eu queria.

Então, a tensão me cortava, como uma corrente elétrica. Assim, eu voltava a respirar.

Mas tudo isto, era por pura estupidez de minha parte. Sabemos que o máximo de qualquer coisa, é o início do seu extremo oposto.

A auge de minha apatia gerava o princípio da explosão que era, em seu extremo, a volta para o começo.

Simplesmente porque era o fluxo que eu gerava.

Sabemos também, que algumas flores nascem do lodo. Simbolizando o se alimentar das adversidades para florescer, e, a seu modo, se tornar tão bela quanto aos outras.

Hoje, são as tensões contrárias que conduzem o meu ser, justamente por se apoiarem. Conduzindo por fim, sem esforço, para o único lugar para onde se pode ir. Em frente

Precisão

Navegar é preciso, viver não. Esta frase é do pensador Fernando Pêssoa. Para entende-la, é necessário um nível especial de refinamento.

Claro, as técnicas de leitura de texto podem ajudar a interpretação, mas seriam elas suficientes para extrapolar se significado para a vida?

Planejar-se não é simples. Por isso, é necessário experiência e técnica.

Modelo de plano de navegação

De que precisão estamos falando? É claro que Pêssoa não está se referindo no sentido de necessidade.

Quando se está navegando, e não me refiro apenas a navios, saber para onde se vai, a quantidade de mantimentos e possíveis dificuldades é crucial.

É sobre esta precisão que Si Fu se refere. E, já ouvi tantas vezes ele falar sobre, usando a frase de Fernando Pêssoa ou não, que meu entendimento sobre o significado me faz entender que foi forjado ou auxiliado por seu autor.

Si Fu sempre fala sobre a importância de se apropriar do que se diz, por extensão, se responsabilizar por que se faz.

Aula Master com Mestre Sênior Júlio Camacho

Portanto, falamos aqui para além da capacidade de interpretar um texto. Falamos de implementa-lo no dia a dia. Exatamente como todas as listagens.

Por isso, entendo que se preocupar com performance é trivial. Saber usar cada ferramente apresentada em um contexto, seja ele qual for, e expandir seu uso para qualquer cenário é arte.

Por fim, se apropriar de qualquer conteúdo, fazendo com que seja seu, como sempre tivesse sido, já que, em certo, aspecto de fato o é , para mim, é marcalidade.

Continuidade

Patriarca Ip Man executa a sequência do Siu Nim Tau

Continuar o movimento é crucial para o desenvolvimento marcial. A procrastinação é uma condição recorrente. Por isso, estar atento a diferença entre uma decisão estratégica e hábito, nos ajuda a evitar desistir das tarefas que nos comprometemos a cumprir.

O Sistema Ving Tsun, possui dispositivos corporais que nos ajudam a evitar qualquer processo que nos faça perder o foco do objetivo a ser alcançado. Falarei de alguns deles abaixo.

Grão Mestre Leo Imamura e Mestre Sênior Júlio Camacho

Continuidade, diz respeito a conquistar algo, a linha central, por exemplo. Tendo algo conquistado, vamos a próxima etapa, que é manter o que foi conquistado.

Por isso, não podemos afrouxar a atitude que fez com que houvesse a conquista do ponto, e, ato sequente, mantê-lo.

Por último, sem desfazer a conquista anterior, iniciamos o próximo passo, o golpe, por exemplo.

Tecnicamente, e da maneira superficial, é isto o que ocorre. Mas, a técnica deve expandir para além de si.

Estudo do Nível Superior Final

Eu entendo que o que dá continuidade aos movimentos do Si Fu é a família Kung Fu. Afinal, tendo como exemplo nosso Si Fu, a família é um dos seus bens mais preciosos.

Por isso, independente de o Si Fu estar ou não, em qualquer situação, devemos seguir com o legado, seja ele qual for.

Pessoalmente, sinto que não é tão simples, já que estou certo de que Si Fu faz muito melhor que eu, o que me traz um nível de desconforto.

Digo isto porque já que ele faz melhor, é mais interessante que ele faça. Mas como nem sempre ele pode estar conosco, nos apresentamos e fazemos nosso melhor.

Além disto, como todos nós somos um Si Fu em potencial, devemos seguir o legado e transmitir.

Ser a continuidade da tarefa de nosso Si Fu, para mim, é uma missão. Por isso, não posso deixar de cumprir.

Mas, além disto, dar continuidade é um dispositivo básico do sistema, ao deixar de faze-lo deixei de me trabalhar. Sendo assim, para que estou aqui?

Aula Master com Mestre Sênior Júlio Camacho. Sobre a Trilogia Fundamental

Mais cedo, Si Fu estava falando sobre o caos. De tudo o que ele falou, o que mais me chamou a atenção foi sua definição.

Pelo que entendo, caos diz respeito a situação que extrapola nossa capacidade. Neste sentido, estar em um ambiente caótico, não significa estar em um ambiente desorganizado.

Mestre Sênior Júlio Camacho demostrando um movimento do Nível Avançado

Entendo que este pensamento expressa uma característica da trilogia fundamental.

Claro, o Siu Nim Tau nos ajuda a criar raiz,o Chama Kiu a expandi-la.

Em outras palavras, preparar o movimento antes de executa-lo, assim, o movimento se faz por si, e é justificado pelo preparo bem feito.

Em seguida, se aproveitar do preparo, de forma a modificar o movimento ou a maneira de execução, adequando- o a seu ponto de partida.

Estas duas naturezas, por si, seriam suficientes para o desenvolvimento do Kung Fu. Mas, como tratamos de seres humanos, é importante considerar o erro.

Assim, acessamos o próximo domínio.

Com Mestre Sênior Julio Camacho e Tutor Cláudio Teixeira

Este erro, muitas vezes se reflete na afobação de fazer o movimento. A vontade de cumprir uma tarefa sem analisar as variantes é um exemplo clássico.

Mas, neste caso, não acessamos o Biu Ji. Estamos apenas refletindo uma falta de observação das habilidades desenvolvidas nós domínios anteriores.

Preparar todo o terreno, equilibrar os movimentos, e, ainda sim, ficar diante de uma situação que extrapola sua capacidade naquele momento, é uma situação de Biu Ji.

Qualquer situação neste aspecto é desesperadora, não se desesperar, entendendo que se envolver é uma escolha, é um sinal claro de que aquele praticante acessou o Nível avançado.

Então, basta buscar a retomada do ponto perdido, fazendo com que a situação inicialmente desconfortável se torne confortável.

E aguardar que o próximo gesto seja mais desafiador que o primeiro de maneira a desafiar ainda mais o Kung Fu.

Ou seja, não falamos aqui de equívoco, falamos de situações efetivamente a inesperadas.

Atualizar

Yam Chá. Núcleo Barra, Downtown

Patriarca Moy Yat uma vez disse que Kung Fu sem sistema não é Kung Fu, Kung Fu que depende de um sistema não é bom Kung Fu.

Tecnicamente, isto é simples de entender. Aprofundar para além da técnica me parece mais complexo.

Digo que a técnica é simples, pois basta estar atento para aprende-la. Transpor esta mesma técnica para além do uso óbvio requer um pouco mais de perspicácia.

Com Mestre Sênior Júlio Camacho . Núcleo Barra, CEO.

Bem, já sabemos que a jornada não é simples. E ela se intensifica a medida que você se torna mais experiente e adquire mais responsabilidades.

Meu Si Fu hoje não está no Brasil, e é minha função, claro que não só minha, manter seu legado.

A técnica, me parece ser o sistema Ving Tsun. A vida Kung Fu, e para além dela, é o cenário onde está técnica deve fazer sentido. Imagino que não seja necessário dizer que não faz sentido algum sair golpeando os outros por aí.

Sendo assim, uma maneira de manter o legado de meu Si Fu, é fazer com que sua voz chegue aos que estão mais distantes dele. Para isso, é preciso ter ouvido, e, continuamente, ouvi-la.

Prática ministrada por Mestre Sênior Júlio Camacho. Nível Superior Final. Núcleo Barra, Downtown

Ouvir por tantos anos a mesma pessoa, é crucial para o processo de aprendizagem.

Sobretudo, pela perspectiva de que, apesar de estar ouvindo a mesma voz, até o mesmo assunto, ter a certeza de que tudo é novidade. Ademais, de fato o é. Si Fu não é a mesma pessoa que foi ontem, tampouco eu.

É me relacionando com Si Fu e comigo mesmo a cada dia como se fosse a primeira vez, que posso me relacionar com todos os meus irmãos Kung Fu evocando sempre a presença do Si Fu, e sabendo que preciso adaptar todo o linguajar, como Si Fu sempre faz. Não só porque lido com pessoas diferentes entre si, mas com pessoas que também são diferentes delas mesmas.

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