
Refletindo sobre as interpretações da inteligência, deparei-me com algumas afirmações interessantes.
A primeira estava relacionada à palavra genialidade e sua raiz:
- Latim: A palavra “genial” deriva do latim genialis, que significa “pertencente ao gênio” ou “relacionado ao espírito protetor”. No contexto romano, genius referia-se a uma espécie de espírito guardião ou força divina associada a uma pessoa, lugar ou coisa.
- Gênio: O termo genius no latim está relacionado a gignere, que significa “gerar” ou “produzir”. O genius era visto como uma força que inspirava criatividade e proteção, responsável pelo talento e inspiração de um indivíduo.
Com a palavra “genial” vindo de “gênio”, é compreensível a associação com atividades metafísicas e extraordinárias. Portanto, é esperado que esta definição esteja atrelada apenas àqueles cujos feitos compõem esse quadro, como a criação do avião, espaçonaves e afins.
Contudo, o uso dessas tecnologias há muito se tornou corriqueiro e, de maneira geral, ordinário. Metafísicas, essas realizações jamais foram; muito pelo contrário…
Assim, cativa-me o entendimento de que a genialidade é a inteligência exercida. Todos têm grandes ideias, mas poucos são capazes de realizá-las. Quanto à raiz da palavra “genial”, metaforicamente, vejo-a como um “espectro”: algo intangível e quase fantasmal, que se manifesta como inspiração.

A associação de grandes feitos, em geral, está atrelada a pequenos grupos que realizaram grandes momentos — momentos que geram benefícios para a humanidade. Não posso deixar de refletir sobre tantos outros homens e mulheres que também realizaram pequenas ações. Neste caso, pequenas se comparadas a outras, mas grandiosas quando observadas em si mesmas.
O certo é que aquilo que é pequeno ou grande está atrelado ao seu referencial. Por ser maior que a formiga, posso afirmar que ela é pequena; se considerarmos o dia a dia dela, talvez não fosse assim.
Portanto, vejo como um grande passo, talvez não para a humanidade em geral, mas para a família Kung Fu, se estivermos atentos aos nossos ancestrais.
Por exemplo, é certo que, para minha Si Mo, Senhora Márcia Moura Camacho, foi um grandioso passo sair de sua terra natal e morar em outros estados da federação.
Assim como para meu Si Fu, que, para atender a um pedido de seu mestre, se organiza para mudar de país.
Para ambos, Si Fu e Si Mo, estou certo de que morar nos EUA, a despeito de todas as dificuldades enfrentadas no Brasil ou lá, e ainda assim continuarem a seguir em frente, e seguir juntos, mostra-me na prática o que é a genialidade.

Neste aspecto em particular, no que diz respeito a realizar sonhos, há para mim uma interrupção. Acredito demais no Kung Fu. Por isso, proponho-me há anos a viver cada segundo da minha existência transpassado por essa lente, a “lente Kung Fu”. É por isso que, para mim, a lógica é:
Se quero viver com Kung Fu, não existe outro jeito senão estar próximo à sua fonte. Para mim, é fundamental também me mudar. Eis que, neste aspecto, há um empecilho; ainda não posso.
Portanto, e por enquanto, resta-me o sentido espectral da genialidade: a inspiração que vem de ambos, Si Fu e Si Mo, de alguma forma me ajuda a manter as forças que sustentam a minha inteligência. Transmutar isso em genialidade é uma questão de tempo. Estou certo de que vai acontecer.
Afinal,
“Se você acha que pode ou que não pode, em ambos os casos, tem razão.”