
Processo de Reafirmação Discípular de Guilherme de Farias com seu Si Fu, Mestre Sênior Julio Camacho e sua Si Mo, senhora Marcia Moura Camacho.
Sobre o nome Kung Fu, sabe-se que costuma carregar alguns aforismas; em geral, três. Seja missão, advertência, ou característica pessoal, é comum o líder de família, talvez, apenas desta vez, dizer a sua opinião a respeito do discípulo.
Nota-se, já de antemão, e nas primeiras linhas do texto certa imprecisão sobre procedimentos. Se é comum, porque não é regra?
Claro, a cada líder de família é facultado o direito, quem sabe, o dever, de geri-la por suas particularidades. Assim, segundo minha experiência, posso afirmar que qualquer protocolo ou “maneiras de ser” perde relevância diante do momento de qualquer cenário apresentado; por isso, a regra apresentada acima como aforisma, deixa de ser um axioma; ao menos, no que diz respeito a ordem geral.

Homenagem a Mestra Sênior Ursula Lima, na ocasião dos 10 anos de sua família.
Quanto ao específico, tenho dúvidas. Ora, afirmo acima usando outras palavras; a ocasião se sobrepõe a regra. Sendo assim, não estaria errado entender que a regra é cada ocasião. Mesmo assim, não é como acredito, penso que há algo não declarado, e, de alguma forma, vivido por todos. O chamado DNA advém da cultura, não como regra, mas como vivência e sobretudo, cultivo. Dia após dia, sem fim.
Si Fu certa vez me disse, não por estas exatas palavras, mas pelo entendimento delas:
” Meu Si Fu, Grão Mestre Leo Imamura, me deu o nome Moy. Isto significa que uma das minhas principais identificações não foi gerada por mim. Mas me apropriei deste nome de tal maneira, que não só porque recebi que é meu, mas também por cede-lo a você.” É possível ceder a alguém o que não é seu de fato?

Pearl Harbor, 7 de dezembro de 1941
A história conta que certo General, contrário a determinado ataque, foi o único a se posicionar desta forma para seu Estado Maior; voto vencido, decidiu que seria ele a comandar a ofensiva. A despeito do sucesso da operação, a história também conta as suas consequências.
Presenciei diversas vezes, seja por exemplos práticos ou teóricos, qual poderia ser valor de nossa família. Imagino, que não por acaso esta história esteja tão viva em minha memória. Aqui, não digo que este é o DNA da família Moy Jo Lei Ou, mas, um principio, se não para toda a família, certamente para mim.
É claro que a única pessoa capaz de determinar qualquer diretriz é o líder de sua família; o curioso, é que meu Si Fu tem o habito de ouvir a todos, e a partir disto, tomar decisões. Assim sendo, longe de determinar qualquer valor, mas fazendo parte de um processo, tal qual qualquer personagem histórico, subscrevo-me,
Moy Faat Lin.