
Meu Si Fu, desde o ano de 2020 mora nos EUA. Desde sua viagem, seguimos com um processo que já era comum, mas a partir deste marco se tornou mais desafiador. Ocorre que o grupo de pessoas que já tinham a incumbência de gerir a família, sob tutela do Si Fu, tinha a mesma missão, com o Si Fu fisicamente distante.
Aos poucos, notei que a disponibilidade do Si Fu era a mesma de quando estava no Brasil, salvo algumas diferenças sutis. Esta percepção me deixou mais seguro do que fazer.
Certo dia, mais de um ano depois da viagem do Si Fu, um irmão Kung Fu me expos sua dificuldade em saber como representar o Si Fu.

Fiquei um pouco confuso no início, este praticante é bem mais novo que eu, me flagrei me perguntando o que efetivamente significava sua fala. Em princípio, achei que era apenas um comentário trivial o que, de fato, poderia ser.
Por preconceito, pensei em ignorar o comentário, quase ao mesmo tempo lembrei que de tantas coisas que venho aprendendo com Si Fu, uma das mais importantes é levar a sério o que o outro diz. Por isso, da forma mais sutil que me ocorreu, continuei a conversa.

Não sei qual a real intenção dele, mas sei das minhas. E, como quero bem representar meu Si Fu, devo me valer de seus ensinamentos e multiplicá-los. Para mim, não cabe a um irmão mais velho a incumbência de decidir se é o momento ou não de outros seguirem os mesmos caminhos, como, de forma imatura, eu fiz.
O que me cabe é estar disponível, de acordo com minha habilidade e possibilidade para qualquer um. Assim como Si Fu sempre faz com cada um de nós.
O que disse, e digo é: A melhor maneira de se representar alguém, é saber como ela pensa e atua. Se Falamos de Kung Fu, acessar o Kung Fu dessa pessoa, de modo mais intimo e da maneira como for possível é crucial. Todos nós estamos em busca de desenvolvimento pessoal e submetidos a erros. Portanto, não se satisfaça com, o que na minha opinião, são os irmãos Kung Fu; intermediários.