
Mais cedo, Si Fu estava falando sobre o caos. De tudo o que ele falou, o que mais me chamou a atenção foi sua definição.
Pelo que entendo, caos diz respeito a situação que extrapola nossa capacidade. Neste sentido, estar em um ambiente caótico, não significa estar em um ambiente desorganizado.

Entendo que este pensamento expressa uma característica da trilogia fundamental.
Claro, o Siu Nim Tau nos ajuda a criar raiz,o Chama Kiu a expandi-la.
Em outras palavras, preparar o movimento antes de executa-lo, assim, o movimento se faz por si, e é justificado pelo preparo bem feito.
Em seguida, se aproveitar do preparo, de forma a modificar o movimento ou a maneira de execução, adequando- o a seu ponto de partida.
Estas duas naturezas, por si, seriam suficientes para o desenvolvimento do Kung Fu. Mas, como tratamos de seres humanos, é importante considerar o erro.
Assim, acessamos o próximo domínio.

Este erro, muitas vezes se reflete na afobação de fazer o movimento. A vontade de cumprir uma tarefa sem analisar as variantes é um exemplo clássico.
Mas, neste caso, não acessamos o Biu Ji. Estamos apenas refletindo uma falta de observação das habilidades desenvolvidas nós domínios anteriores.
Preparar todo o terreno, equilibrar os movimentos, e, ainda sim, ficar diante de uma situação que extrapola sua capacidade naquele momento, é uma situação de Biu Ji.
Qualquer situação neste aspecto é desesperadora, não se desesperar, entendendo que se envolver é uma escolha, é um sinal claro de que aquele praticante acessou o Nível avançado.
Então, basta buscar a retomada do ponto perdido, fazendo com que a situação inicialmente desconfortável se torne confortável.
E aguardar que o próximo gesto seja mais desafiador que o primeiro de maneira a desafiar ainda mais o Kung Fu.
Ou seja, não falamos aqui de equívoco, falamos de situações efetivamente a inesperadas.