
Há diversas formas de se combater. Para todas as maneiras, a etimologia da palavra é a mesma.
“Com”, trás a ideia de junto. Portanto, para se combater é necessário a contraparte, que não necessariamente é uma pessoa.

Um dos combates travados na prática marcial, é o combate interno.
Sobre interno, podemos abordar por duas perspectivas.
Uma é a ocidental, que considera a perspectiva do estado. Portanto, interno é o que está dentro.
Outra é a oriental, que considera o movimento, então, o que vai para dentro.

Considerando a perspectiva ocidental, podemos dizer que combate interno é estar diante de seus “demônios.”
Por demônio, me refiro a todo e qualquer sensação ou sentimento que nos atrapalhe a evolução.
Podemos citar medo, angústia, ansiedade e outros. Mas talvez estas não sejam a questão.
Estar diante seu seu próprio demônio é interagir com o que mais nos assusta individualmente, portanto, os sentimentos comuns podem não ser suficientes para expressar do que de fato tratamos.
No caso da perspectiva oriental, o combate simbólico trata do que vem de fora pra dentro.
Pode ser um golpe, uma opinião mal posta ou qualquer tipo de estrutura que nos obrigue a negá-la.
Está negativa é na verdade a comprovação da fraqueza do indivíduo em tal cenário.
Por isso, Patriarca Moy Yat dizia que se pode medir a grandeza de um homem por sua capacidade de aguentar coisas.
Me parece que as duas perspectivas colocam o indivíduo em foco. Sendo assim, ele ou ela tem a incumbência de lidar com sua dificuldade.
Em outras palavras, em uma guerra interna, não cabe desculpar a si, ou, mais ainda, culpar à outrem.