
Todo movimento possui um início, meio e fim.
Saber se aproveitar de cada etapa sob a perspectiva do todo, é o caminho da excelência na prática marcial.
A razão disto, creio, é simples. Um movimento por si não considera consequência.
Também por isso, a melhor maneira de se aplicar, por exemplo, um soco, não é tão importante.
Valorizamos seu desdobramento. Em outras palavras, a partir deste soco, o que é possível fazer?

Obviamente, isso vale “para frente”, portanto, o desferir do soco, e “para trás” , o que permite que ele aconteça.
Aprofundando um pouco mais o estudo da arte marcial, entendemos que a guerra possui início, meio e fim.
Mas, não como pode ter dado a entender o início do texto
Para se entrar em uma guerra, necessariamente é preciso ter certeza de que se poderá sair dela com êxito.
Ou seja, entra-se no campo de batalha, caminha-se por ele e retorna pra a base.
Isto significa que o guerreiro não morreu no caminho.

Em nosso caso, como tratamos de combate simbólico, morrer não é literal.
Pode significar que cansamos e desistimos, fomos golpeados, ou não conseguimos expressar nossa marcialidade.
Seja como for, entendo que esta morte, tal qual a real não é ou não deve ser desejada, apesar aceita, se vir.
Pois, como o soldado que vai a guerra se empenha em seu retorno, devemos sempre, como artistas marciais, ir até o final em qualquer coisa que propusermos fazer.
Somente assim, ainda que “ferido”, o praticante experimentou o bom combate.