Soco de Batalha

Com Mestre Senior Julio Camacho. Núcleo Ba Barra da Tijuca/Downtown

Todo movimento possui um início, meio e fim.

Saber se aproveitar de cada etapa sob a perspectiva do todo, é o caminho da excelência na prática marcial.

A razão disto, creio, é simples. Um movimento por si não considera consequência.

Também por isso, a melhor maneira de se aplicar, por exemplo, um soco, não é tão importante.

Valorizamos seu desdobramento. Em outras palavras, a partir deste soco, o que é possível fazer?

Com Mestre Senior Julio Camacho. Observados por meus irmaos Kung Fu, Mestre Leonardo Reis e Tutor Pedro Correa

Obviamente, isso vale “para frente”, portanto, o desferir do soco, e “para trás” , o que permite que ele aconteça.

Aprofundando um pouco mais o estudo da arte marcial, entendemos que a guerra possui início, meio e fim.

Mas, não como pode ter dado a entender o início do texto

Para se entrar em uma guerra, necessariamente é preciso ter certeza de que se poderá sair dela com êxito.

Ou seja, entra-se no campo de batalha, caminha-se por ele e retorna pra a base.

Isto significa que o guerreiro não morreu no caminho.

Considerações finais.

Em nosso caso, como tratamos de combate simbólico, morrer não é literal.

Pode significar que cansamos e desistimos, fomos golpeados, ou não conseguimos expressar nossa marcialidade.

Seja como for, entendo que esta morte, tal qual a real não é ou não deve ser desejada, apesar aceita, se vir.

Pois, como o soldado que vai a guerra se empenha em seu retorno, devemos sempre, como artistas marciais, ir até o final em qualquer coisa que propusermos fazer.

Somente assim, ainda que “ferido”, o praticante experimentou o bom combate.

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