
Ao longo dos anos, obtive uma série de saberes e reflexões com meu Si Fu.
Quase que inconscientemente, busquei eleger o mais importante. Aquele que iria nortear meu Kung Fu por toda minha Jornada.
Uma espécie de ponto de referência, ou norte para onde eu pudesse me direcionar sempre que estivesse perdido.

Como os saberes foram diversos, em cada momento tentava direcionar minha vivências para o tema “eleito”.
É claro que com Kung Fu, é possível adequar qualquer cenário ao saber em questão.
Por exemplo, posso falar de como usar a guarda ao pegar o transporte, ao lidar com a saúde ou tecnicamente.
Mas, da forma como fiz em alguns momentos eu acabava deixando minha vontade imperar ao cenário que vivia.
Deixando pouco espaço para viver o momento, eu forçava as circunstâncias para o que eu achava que era bom.
Assim, acreditava que pra ter mais dinheiro, disposição, “sucesso” ou qualquer outra coisa, eu precisava impor uma ação.
O fato é que desta maneira, eu me desgasto e quase sempre obtenho pouco resultado.

Hoje, em nosso último encontro do curso “desvendando” percebi o seguinte:
Todas as listagens possuem um maneira de se executar.
Por isto, mais importante que intencionar entender a maneira certa, é executar a listagem.
Sendo honesto, no fim, a sequência se faz por sua execução, e acessamos sua natureza de maneira plena.
Certamente, isto não vale apenas para a execução de movimentos.