O que é Kung Fu?

Cena do Filme ” Kung Fu Panda”

O primeiro filme da animação Kung Fu Panda, entre outras coisas, trata com maestria da relação Si To, Mestre e Discípulo.

Entendo desta maneira, pois além de mostrar as dificuldades e imperícias do praticante, trata do empenho e habilidade do Si Fu.

No filme, “Mestre Shi Fu” percebe que seus métodos de ensino precisavam ser adaptados para o novo aluno.

Assim sendo, mudou sua maneira de transmitir, de forma que o Kung Fu fosse melhor apreciado por seu díscipulo, ” Pô”. Sem perder a marcialidade.

Em outras palavras, o discípulo pode desenvolver seu Kung Fu através de suas próprias dificuldades, e não a partir do caminho e ou dificuldades de seus colegas mais antigos. Apesar de muitas vezes estes caminhos se cruzarem.

Com Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho e Si Mo, senhora Márcia Camacho. Celebração do Ano Novo Chinês.

Existem algumas situações que me envolvi na família Kung Fu que me deixaram desconfortável. Literalmente, com vergonha na cara.

Destas situações não me orgulho muito, apesar de ter tirado uma boa lição da maioria delas.

Mas há algo do qual me orgulho. Me orgulho da minha habilidade de me manter seguindo junto.

Minha Habilidade?

Sempre achei que Si Fu era demasiado duro comigo. Situações similares ou até mais graves com outros demandavam “consequências” bem mais leves.

Achava que o problema era eu. Quase como desafio a mim mesmo, me convencia a tentar de novo, e de novo e de novo.

Muitas vezes, de maneira ingênua, cometendo os mesmos erros. Mas tentando jamais desistir.

Si Fu certamente percebeu minha “estratégia.”

Com Mestre Senior Julio Camacho. Através do Kuen se constrói um homem. Mas não somente assim

Hoje, entendo que de fato tenho habilidade de me manter seguindo junto, mas, certamente não adquiri essa habilidade sozinho.

Noto que, percebendo minhas investidas, Si Fu me ajudou a praticar da maneira como me propus. Me mantendo, na medida do possível, sempre de pé.

Para isso, o que ele faz é ir comigo para além do meu limite, além do que acho que suporto.

Por isso, a arte marcial é tão desconfortável para mim. Não que ela seja desconfortável em si.

Mas, para que eu me mantenha tentando é preciso chegar ao ponto de desistir, assim, me desafio de novo e a única saída que me resta é voltar a ficar de pé.

Quanto mais tempo você vive essa experiência, mais forte você fica. Então, para que o desafio continue, as pancadas precisam ser cada vez mais fortes.

Há diversas pessoas, que admiro muito, com o Kung Fu construído de maneira muito mais leve que a minha. Para mim, estas pessoas são excepcionais.

Eu, que ainda não cultivei inteligência suficiente para que meu processo seja parecido, apenas torço que nossos caminhos se cruzem mais.

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