Foco

Bastidores da Fotografia

Em boa parte da dinâmica do Kung Fu, mais importante que o executor de uma tarefa é a tarefa em si.

Sendo assim, a discrição é valorizada. Uma prova disto, é a relevância do fotógrafo na fotografia.

Afinal, é ele quem eterniza o momento, exatamente por não aparecer.

Anos depois, quando temos acesso a imagem, muitas vezes não sabemos nem mesmo o seu nome.

Mas, para aquela foto existir, ele foi importante.

Com Mestre Senior Julio Camacho e meu irmão Kung Fu André Guerra. Relação Si To e gestão

O que escrevi acima foi inspirado em uma conversa que tive com Si Fu há alguns anos.

Naquele dia, ele questionou que posição eu gostaria de assumir em uma foto. Imediatamente, disse que a de fotógrafo.

E continuei dizendo que gostaria de ser importante sem aparecer. Na época, ele me olhou sério e disse que ser mais importante não pode estar a frente da função.

Absorvi aquelas palavras com certa falta de entendimento. A partir disto, o que fiz foi continuar trabalhando, sempre buscando fazer o melhor que eu era capaz.

Por isso, muitas vezes era possível me ver nas mais diversas situações. Contudo, quase sempre nos bastidores.

Trigésima primeira cerimônia tradicional da Família Moy Jo Lei Ou

Hoje, inspirado por uma conversa com Si Fu e meu irmão Kung Fu Cláudio Teixeira, pude voltar a refletir sobre o assunto.

Percebi que discrição em sua natureza não tem relação direta com o Kung Fu. Por isso, eu que me considero naturalmente discreto não posso me vangloriar disto.

Alto nível de Kung Fu, no caso de qualquer ser humano, não é somente potencializar sua natureza. Mas sim, ser capaz de executar qualquer tarefa, independente de sua preferência.

Afinal, é claro que o fotógrafo é crucial no momento da foto, mas sem a pessoa ou o momento a ser fotografado, este se torna inútil.

Por fim, que seja ocupando a cadeira do centro, de pé, afastado, ou apertando o botão, que sejamos sempre o melhor para aquela função.

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