
Sabemos que o Sistema Ving Tsun possui três fases; São elas: fase estruturada, fase semi estruturada e fase não estruturada.
A fase semi- estruturada, apresenta ao praticante os instrumentos utilizados neste estilo de arte marcial.
O termo utilizado para identificá-las, representa a importância, e a necessária maturidade para que se absorva o real aprendizado contido em cada etapa desta fase.
Por isso, falamos instrumentos não armas.

Existem várias razões que explicam porque não usamos o termo “armas”. A mais simples, é seu uso.
Por arma, entendo como item de uso para ataque ou defesa. Nós não esperamos ter de atacar ninguém, ou mesmo nos defender, ainda que possa, caso seja necessário.
Portanto, seu uso está atribuído ao aprendizado marcial, em outras palavras, usar um elemento externo como molde de aperfeiçoamento do próprio corpo.
Então, temos um boneco de madeira, “morto”, cabe ao praticante dar ” vida” a ele.
Ou um bastão extremamente pesado e longo, onde logo se percebe que não é possível carregá-lo debaixo do braço, fazendo movimentos descuidados. O próprio ato de carregá-lo é suficientemente complexo.

Por último, temos o Baat Jaam Do. Este instrumento de corte tem como uma das funções o corte.
Por estranho que possa parecer, não é obvio. Ou é comum vermos praticantes de arte marcial usando seus instrumentos de pratica para cortar bolo?
Entender a natureza dos instrumentos nos ajuda a imprimir uma natureza nova, caso seja necessário.
O rigor com uso dos termos aprendi e aprendo com meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho.
Com ele, também aprendi que a partir da experiência com os instrumentos do Sistema Ving Tsun, qualquer coisa em sua mão pode ser usado como arma. Não importa se é uma faca ou um livro.
Portanto, usar qualquer coisa como instrumento, é muito mais estratégico que o uso por sua própria natureza.