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Filme Kung Fu Panda, representação de como tomar apoio

No primeiro filme da franquia “Kung Fu Panda”, vemos o desafio de um mestre de Kung Fu que tinha a missão de treinar um pupilo totalmente fora do estereótipo do Artista Marcial.

Com o tempo, este mestre percebe que sua dificuldade era justamente tentar enquadrar seu pupilo em um estereotipo que não tinha relação alguma com seu condicionamento fisico ou perspectiva marcial.

Atento, mesmo que a contra gosto, ao desenvolvimento deste jovem praticante, o mestre percebe que o que estimula o protagonista da história a se mexer é justamente o que o tira do estereótipo supracitado, sua fome.

Baseando-se nesta percepção, o mestre desenvolve um treinamento específico que ajuda no desenvolvimento do praticante, e o permite aprender sem nem sequer ter a percepção de que está aprendendo, em resumo, Kung Fu.

Com meu irmão Kung Fu, Antônio Correa. Chi Sau, exercício fundamental do Sistema Ving Tsun

Se apoiar no potencial da situação é crucial para o desenvolvimento marcial, somente assim, temos condições de, através da percepção do cenário, desenvolver a melhor estratégia.

Chi Sau, é um dos primeiros exercícios do Ving Tsun a nos oferecer esta abordagem. Isto acontece pois, somente através da conexão adequada entre as energias, Chung Chi, podemos entender como nos apoiar e, finalmente, estar na posição em que golpeamos mas não podemos ser atingidos.

Contudo, o exercício de conexão materializado pelo Chi Sau não possibilita apenas o desenvolvimento na prática do Chi Sau, mas também pretende dar a base para desenvolver a capacidade de se apoiar em qualquer cenário.

Seguindo os passos do Si Fu

Lembro de certa vez, em que estávamos organizando um evento. Uma proposta de programação havia sido feita, nossa trabalho era refinar o que já estava escrito.

Passamos duas semanas discutindo a programação, diversas ideias e problemas foram apresentados, mas nada mudou.

Si Fu, se apoiando em nossa dificuldade, pegou a programação, e, conosco, refinou toda ela, na hora, sem rodeios. Da maneira que Si Fu conduziu o processo, todas as questões foram pontuadas, como já havia ocorrido.

O que havia de diferente era que, desta vez, os comentários de todos participantes era de em vez de apontar o problema, sugerir uma solução.

Sem notar, todos nós estávamos aprendendo a nos apoiar, e, justamente por isso, em menos de 20 minutos tínhamos uma programação nova, muito mais refinada com relação a anterior.

Particularmente, gosto muito de animações. No geral, me fazem pensar bastante. Mas, somente no contado diário com meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho, eu de fato desenvolvo meu Kung Fu.

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