
Certa vez Si Fu comentou que toda vez que escrevêssemos uma postagem precisaríamos de, no mínimo, Três mil palavras. Vendo nossa cara de assustado ele sorriu e disse que poderíamos usar fotos, e que cada uma valia mil palavras.
Nesta dia, Si Fu deixou mais claro para mim a relevância de registrar cada momento na Vida Kung Fu.
Entendo que esta sugestão veio da relevância das fotos no passado. Antigamente, foto era muito difícil e caro de fazer, por isso, uma foto Si To- Si Fu e To Dai- era o confirmação da relação entre aquelas pessoas.
O respeito a fotografia era tamanho, que, o fato de você fazer uma foto com seu Si Fu em algum ambiente extra Mo Gun era um símbolo de uma relação saudável e, sobretudo, intima. Quero dizer que, se você fosse “flagrado” com seu Si Fu em alguma atividade além da prática marcial você era respeitado.
Hoje, com a tecnologia a fotografia está cada vez mais ao alcance de todos. Muitos telefones são capazes de fazer boas fotos. A meu ver, a fotografia passou de uma arte que fala de um contexto para uma arte que fala de si mesmo, a foto é vista pela foto e, muitas vezes, mais nada.

Há ainda aqueles que, atravessados pelo olhar Kung Fu, conseguem capturar bons momentos. Mais uma vez vemos a relevância do espírito marcial.
Si Fu, no processo de internacionalização de nossa família precisou recolher diversos materiais que falavam de Si, foi um trabalho árduo que, no fim, gerou bons frutos. Sorte a cultura do Kung Fu sugerir o registro de todo o trabalho realizado.
Neste ano, Si Fu me propôs um desafio. Propôs que a cada dia eu escrevesse sobre a experiência da Vida Kung Fu. O início foi bem difícil, não tinha ideia do que eu iria falar, ou mesmo como deveria falar.
Agora, passado uma semana posso dizer o que desafio está, gostaria de dizer mais simples, tão difícil quanto foi no início. Nada do que eu faça torna o ato de escrever mais confortável.
Mas, teve vantagens. Justamente por conta da necessidade da escrita aproximei do Si Fu, tanto no ato de fazer o mesmo que ele, Si Fu é um excelente escritor, quanto na tentativa dele em me ajudar no refinamento da minha própria escrita. E, assim sigo, fazendo algo que me deixa desconfortável mas ao mesmo tempo me aproxima de quem quero estar perto.

Hoje, me arrependo de não ter registrado alguns momentos com Si Fu. Minha primeira foto Si To não sei onde está, seria ótimo lembrar, com imagens, quantas histórias passaram até o dia de hoje.
De todo jeito, a experiência marcial me ensinou a não perder muito tempo reclamando, sigo com meus registros que, com certeza, me ajudarão no futuro, a olhar para meu passado. E você, estimado irmão(a). O que fez com sua vida Kung Fu hoje?