
Fazer-se capaz, é uma das possibilidades adquiridas atravéz de um estudo responsável do Kung Fu. Por isso, o ideal de um refinamento constante e atualizado.
A jornada Kung Fu é um caminho que desenvolve, nutre e gera todo o potencial de realizações de objetivos, sejam quais forem. Então, bastaria que o praticante permanecesse neste estudo, que naturalmente e com o tempo, seria capaz de se tornar uma pessoa capaz de realizar qualquer coisa a que se propõe.
Contudo, há outros caminhos além da espera, quero dizer, através de uma busca ativa, é possível desenvolver qualquer potencial latente, e desta forma, viver plenamente. Por fim, percebe-se que a grande questão inibidora de grandes resultados não é a falta de técnica ou saber específico, mas sim, apresentar-se como incapaz.

Si Fu sempre comenta que uma das maneiras para se aprender Kung Fu é em viagem, ele explica que seu próprio desenvolvimento aconteceu desta maneira acompanhando seu mentor ao redor do mundo. Por isso, sempre foi um desejo meu ter essa experiência com ele. Mas, mesmo com o desejo sincero e reais tentativas, demorei alguns anos para realizar meu intento.
Acontecia, que eu esperava que haveria um momento melhor, então aguardava. Depois, passada a viagem e ouvindo meus companheiros de jornada comentando sobre suas experiências além do próprio Si Fu compartilhando sobre como foi eu percebia que tinha perdido a oportunidade. Então, ficava frustrado e tentava né convencer de que na próxima viagem eu conseguiria. E assim segui, através de frustrações e esperanças renovadas que aos poucos foram perdendo sua força, no sentido de que eu esperaria mais.

Em 2017, tive mais uma oportunidade de realizar meu desejo. Era uma viagem para a Angola, visitaríamos meu irmão Kung Fu William Franco. Na época, acreditava que para iniciar meu objetivo de viajar com Si Fu deveria iniciar com viagens curtas, no máximo entre estados do Brasil. Mas, munido de um desejo genuíno e sobretudo apoiado pela família Kung Fu, consegui finalmente ter acesso aquele aspecto da experiência marcial até então um tanto nebulosa para mim.
Não era só minha primeira viagem com Si Fu, mas a minha primeira viagem internacional. O que foi uma grande sorte, pois já que estava envolto com a perspectiva do olhar marcial, pude aproveitar as experiências de maneira profunda e continua. Digo isto, pois no ano seguinte, pude oficializar o início de minha carreira como profissional de Ving Tsun.
Então, entendo que a capacidade de realizar desejos pessoais vai para além de uma grande habilidade. Ela depende de sorte, vontade, mas principalmente do entendimento profundo de que se você acha que pode ou que não pode em ambos os casos você tem razão.